sexta-feira, 24 de maio de 2013

O bom que te separa do melhor

Há algum tempo essa frase não sai da minha cabeça: "Vou trocar o bom pelo melhor!"
Quantas e quantas vezes, nos conformamos com aquilo que não está 'tão ruim assim'? Aí depois, a consequência é ir vivendo na mediocridade. E como segundo as leis de Murphy, a tendencia é sempre piorar, cada dia a coisa desanda mais.
Quando você se der conta, já vai estar tão mal, mas tão mal - ainda achando que está bem - que terá medo de mudar. Ou seja, perca total!!
A boa notícia é que jamais será tarde demais, pois nosso psiquismo tem uma habilidade nata incrível, chamada plasticidade. Não somos imóveis, estáticos, congelados no tempo. A menos que nos permitamos ser assim.
Situações ruins devem ser trampolins, não areia movediça.
Por favor, não se acomode! Mude! Mude! Mude! Mesmo que pareça difícil, mude!
Troque o que parece bom, pelo que será melhor...
Já nascemos sendo bons, mas ser melhor depende apenas do esforço pessoal de cada individuo. Se destaca aquele que faz mais. E por mais que doa o coração se deparar com essa dura realidade, se destaca aquele que sabe renunciar certos prazeres momentâneos.
Não, não estou sendo a velha religiosa que diz que a vida deve ser dedicada ao que você não gosta para morar no céu. Já acreditei nessa teoria, até que descobri que isso é um absurdo. Porém isso é assunto pra outro dia.
Quero contar uma experiência minha, mas primeiro um pouquinho de psicologia, só pra contextualizar melhor:
Cada vez que obtemos uma vitória, vivemos um avanço no desenvolvimento, conquistamos, crescemos, evoluímos... Consumimos muita energia (física e psíquica), então é natural regredir um pouco. Regredir, é como dar uns passos pra trás, ter uma atitude mais imatura, mais infantil.
Se você pensar bem, encontrará exemplos em sua vida. Eu vou aproveitar e introduzir minha história por aqui mesmo, como exemplo.
Esse ano tem sido bem diferente pra mim, tenho vivido coisas novas e tenho me deparado com responsabilidades da vida adulta que até então, eram desconhecidas pra mim. Por ser filha única e confesso que muuuuuito mimada, tenho imensa dificuldade em "andar com minhas próprias pernas". No terreno psicológico, para o qual sempre fui muito voltada, faço descobertas constantes. Mas na vida real é outro caso. Sou bagunçada demais! Me perco com minhas atividades, estou sempre atrasada para meus compromissos ou acabo faltando-os com frequência, mal consigo arrumar meu quarto e estudar é um desafio e tanto. Fui presenteada por Deus com um cérebro dotado de inteligência, raciocínio rápido e um alto nível de habilidades verbais, então sempre estava a frente dos meus colegas na escola. Isso acabou gerando em mim o péssimo hábito de nunca/jamais/em hipótese alguma, "perder tempo" estudando.
Na faculdade não é diferente, contudo, agora vejo os maus resultados desse hábito. Tenho tantas coisas para ler, que não serão comentadas na sala de aula e nunca consigo estar em dia com as leituras, pois estou na posição regressiva. Troco meu tempo a ser investido nos estudos, por TV, internet, comer, dormir... Quando me dou conta já é véspera da prova e nada. Eis a regressão, após uma evolução importante.
Falta de administração do tempo, como criança que precisa estar o tempo todo sendo vigiada para cumprir suas tarefas. Isso me incomoda muito.
Então... Vamos voltar a falar de renuncia. Em alguns momentos, será preciso abrir mão do que é bom no momento atual, para conquistar o que será melhor no futuro. Em alguns momentos será preciso deixar de lado o que nos fará bem agora, pois não será bom depois. Esses paradoxos são muito difíceis de assimilar com insigths afetivos, que são os que te fazem agir. Com os intelectuais é mais tranquilo, talvez lendo isso você já tenha um, você só entende e pronto, mas nada muda.
Essa troca do que é bom pelo que será melhor, jamais será aceita pelos adeptos ao CARPE DIEN*, contudo não vamos esquecer que é importante se preocupar com o futuro. Afinal, é lá que passaremos o resto de nossas vidas.
Vamos desenvolver aquele tipo de inteligencia que admite que não adianta muito ser regido pelo Principio de Prazer o tempo todo; e tomar umas boas doses do tal Principio de Realidade.
Encontremos pois, o equilíbrio! Equilíbrio este, que nos reveste de força e estrutura para o futuro. Sem perder a alegria de saber que você vive, e isso já é muito. Sem esquecer que se divertir é importante, porém construir suas pontes é essencial.
Confia em mim, um dia você vai me agradecer por essas palavras.

*Termo francês que significa Aproveite o Dia. Se refere ao movimento do "Viva o hoje, sem se importar com o amanhã".

Atenciosamente
Anielly G.