domingo, 19 de maio de 2013

Dezenove Primaveras

Então aqui estou eu, me sentindo igual a ontem, só que hoje.
Dezenove não é muito diferente de dezoito.
Há quem diga que qualquer diferença depende de nós, de nossos atos que ditarão os fatos, e assim caminha a humanidade em seu cotidiano.
Fui presenteada com um lindo dia de frio, um céu azul que parou pra me abraçar.
Dediquei o dia ao meu Pai. O pai biológico, não deu ar da graça nesse dia especial. Contudo, tenho alguns pai que me adotaram e esse se fizeram presentes mesmo longe, com mensagens e ligações. Já o Pai infalível, a quem não consigo passar um dia sem me referir, cuidou de cada detalhe (até do clima), só pra me fazer sorrir... Ele é demais!
Tanta gente que me parabenizou; Próximos ou distantes, de todos os dias ou de lá de vez em quando, de sangue ou de coração, os verdadeiros deixaram sua marca. Obrigada! Muito Obrigada a cada um, que demonstrou seu afeto e carinho de alguma forma.
Shakespeare me ensinou que maturidade tem mais a ver com experiencias do que com anos de idade. E eu sou uma das que prefere as vivencias que os números, isso aprendi lendo O Pequeno Príncipe. Como uma boa leitora/escritora, apaixonada por livros, ganhei de presente a oportunidade de assistir um lançamento de um novo colega escritor, trocar informações e ficar um tempo perdida no cheiro das páginas novas... As ideias flutuavam e dei mais um passo nos degraus da vida, e, depois de muitos dias longe da tinta e da pena, meu coração urge por despejar-se em alguns escritos. Ah! Quanta saudade de escrever. Não entendo porque, mas andava tão perdida em meio "a vida" que nem conseguia colocar os pensamentos em ordem, ainda menos no papel.
A viagem para o campo e a oportunidade de comemorar os aniversários da família (meu e do vô) nesse final de semana, me fez um bem indecifrável, tanto que, mesmo cansada ao chegar me casa, corri para matar essa saudade, aqui estou eu.
E a vida continua...
A cada manhã, bebendo uma nova dose de misericórdia divina, mergulhando na graça, encontrando a liberdade, vivendo a felicidade de simplesmente viver. Entre risos e lágrimas, frustrações e crescimento, sonhos realizados ou perdidos, estou aqui, vivendo a aprendendo... Vivendo e vivendo e vivendo. Não apenas existindo, não apenas passando pelo mundo sendo só mais uma, mas vivendo com intensidade cada segundo, cada detalhe... Aqui estou eu, sendo o que melhor sei ser, a Anny! Com seu jeito de menina "complicada e perfeitinha", metade psicologa com suas explicações filosóficas e cientificas complexas, metade confusões, dúvidas, ambivalências... Sem esquecer da parte desastrada e aérea que me persegue. Esta sou eu!
Descobrindo quem sou, aprendendo a ser eu, e de bônus carregando como bagagem esses quilos e quilos me amor que cercam por todos os lados.
Ah como é bom viver!
Ah como é bom viver....

Anielly Goulart Gomes - 19/05/13 - Pelotas RS