segunda-feira, 1 de julho de 2013

Mais um Ciclo fechado!

Ultimamente não tenho tido paciência com alguns tipos de pessoas. Pessoas influenciadoras existem aos montes, pessoas influenciadas mais ainda. Bom, me coloco ao equilíbrio desses dois aspectos. Influencio se for preciso, e sou influenciado quando é necessário. Porém, de uns tempos para cá, não tenho conseguido conviver com nenhuma dessas extremidades humanas.
Essas pessoas são as que não tenho tido paciência, essas...
Sinto-me tão bem. Aquela paz interior. Aquela sensação acerca da vida de que tudo está onde sempre nasceu para estar. Sem desvaneios complexos e dolorosos. Sem auto-punição, vazio de penalização própria. Sem procurar nada, sem ter que achar nada.

Ontem ainda preparava um trabalho da Universidade que tratava-se de uma análise pessoal acerca do próprio "eu" comportamental. Um processo de aprendizado pessoal de metas, objetivos, tempo gasto na busca por esses objetivos, o quanto há de dedicação focados nesses objetivos, quais fatores contribuiam positivamente para conclusão do mesmo, entre uma série de enfoques.
Encontrei-me sem respostas para vários deles. Tive vontade de pôr alguma resposta do tipo: "Não sei", "Como vou saber?", "Está tudo em seu devido lugar", porém fui sensato e respondi conforme julguei necessário responder.
Foi interessante essa análise.
Melhor ainda foi presenciar a maneira na qual o meu querido companheiro "Eu" se encontra. Senti orgulho, fazia tempo que não o via assim. Um tanto "desleixado" amorosamente, egocentricamente e entre outras pequenas ostentações. Aquela vontade que todos possuem de priorizar a si e a seus desejos diante da realidade, tornando-se imersos em uma fantasia apropriada a esse padrão de aceitação e não enxergando a realidade da vida social e das necessidades de outros indivíduos em relação às suas.
Tudo isso têm se diluído aos poucos em relação...
Têm ficado para trás...
Têm sumido... Ido... Deixando... Partindo...
Indo... Indo... Indo...
E o por quê você falou de pessoas influenciadoras lá no início do texto Júlio?
Por quê não me sinto confortável quando pessoas ditam ou assim procurar "induzir" minha vida a escolher aquilo que julgam melhor ou conforme encontra-se pré-estabelecido. Um exemplo claro:
Quando saio para alguma festa, ou quando sou convidado para algum evento, e até mesmo quando organizamos algum tipo de confraternização, meu objetivo principal é a diversão, sentir-me bem.
Não procuro meninas estando nesse tipo de lugar, não procuro manter-me com olhares maliciosos e "devoradores", ou "brilhar" estentadoramente em meio essas pessoas. Procuro somente a alegria de uma relação fraterna e absorvível de positividade. Conhecer, rir, alegrar. Isso me basta. Isso me torna feliz.
A solidão têm me tornado alguém feliz. Não tenho a definição clara ainda do por quê dessa vontade de solidão tão acentuada em minha vida. Talvez seja por medo ou por egoísmo ou por achar que ninguém é bom o suficiente, ou por algum outro motivo que nem você tenha consciência ainda.
Ninguém está fadado a ficar sozinho, a solidão afetiva é uma escolha pessoal como a maior parte dos caminhos que tomamos em nossa vida.

Não existe um lugar certo para encontrar alguém especial, o que existe é a percepção do quanto você é especial e importante em sua própria vida. Estar disponível para viver a própria vida, permitir saboreá-la, seja de que forma for, é uma atitude que interfere e modifica a qualidade dos relacionamentos que se empreende.
 Normalmente temos alguém ao lado que nunca realmente olhamos como homem ou como mulher, simplesmente por estar muito preocupados com um ideal de companheiro(a), ou mesmo de namorado(a).

Bom, não sei como, mas consegui desapegar desse "ideal" e módulo comum na qual todos passam.
A impaciência continua...
Im-pa-ci-ên-cia astronômica! 
Júlio Gonçalves, 01 de Julho de 2013.