sexta-feira, 28 de junho de 2013

Vaidade - Tanlan

Sou a criança que chorou logo ao nascer
O velho homem que morreu sem perceber
Eu sou o pó que se levanta de manhã e a noite, se foi

Sou a vontade incontrolável de chorar, 
A liberdade indesejável de errar
Eu sou um pouco menos do que eu quero e muito mais do que não...

Sou o desejo incorrigível de sorrir
A busca tão indiscutível por sentir 
Um incompleto irresponsável pronto pra te dizer sim!

Um hábito inútil e sem sentido, um vapor
Um indiscreto transitório, um louco sem pudor

Mas a vida ainda vale a pena
A vida ainda vale a pena

Eu sou o livro cuja capa não se pode ler
A dor e toda a graça do que é viver
Eu sou o que sobrou de uma lembrança,
Arrogância de ser

Sou egoísta e tendo te dizer não
O meu cinismo só revela a omissão
De quem assiste a um desfile triste, um clichê em vão

A vaidade das vaidades, um vazio sem fim
A busca da realidade é o que me trouxe aqui

Mas a vida ainda vale a pena...