sexta-feira, 5 de julho de 2013

Mente fechada, aprisiona a alma

Mente fechada aprisiona a alma.
Um fato perceptível a todos que detêm vontade de conhecimento.
Bom, é um tanto complicado falar em termos científicos um assunto sobre comportamento e suas variações durante a vida. Porém ultimamente ando com uma grande vontade de "expressar" (os neurocientistas que me perdoem pela vergonhosa nomenclatura), sobre o quanto podemos, devemos e mudamos nossos comportamentos e decisões diante a perepção de vida e mundo.
Para começar precisamos entender um pouquinho sobre "cognição". Vamos partir dos neurotransmissores, lembrando que existem vários processos antes desses, porém se formos abordá-los, ficaríamos muitos meses, somente para definir cada função e motivo dos mesmos.
Neurotransmissores são [substâncias químicas] liberadas pelos [neurônios] para assim transferir informações entre eles e manter o funcionamento constante e correto do organismo.
Impulsos nervosos são como chamamos essa troca. Através do potencial de ação, elas "viajam" pelo corpo celular através do [axônio] e quando chega ao final do mesmo, o impulso continua através da sinapse, uma estrutura que separa essa terminação axonal do dendrito do próximo neurônio.
Portanto, sinapse é o local por onde são transmitidos os sinais elétricos de uma célula a outra. Existem dois tipos de sinapses, mas o foco será outro, acerca de comportamento e influenciadores transformadores da maneira como o processo sináptico ocorre.
Isso nos diz os estudos de Jesus Landeira-Fernandez (Psicólogo pela USP e Doutor pelo Departamento de Psicologia da Universidade da California em Los Angeles), Antônio Pedro de Mello Cruz (Psicólogo, mestre e doutor em Psicologia pela USP), e o professor de neurociência da conceituada universidade Johns Hopkins, David J. Linden, em seu artigo na revista Nature. *Interessantíssimo por sinal.

Todos nós produzimos o mesmo sistema nervoso, no entanto as variações específicas nessa transmição de impulso nervoso através da sinapse, definem a atividade psicológica do indivíduo, e é exatamente isso que dá forma a sua personalidade e individualidade.
A transmissão sináptica que ocorrem processos plásticos produzidos pela interação do sujeito com seu meio, no sentido de que sinapses podem ser alteradas, tornando-se mais fortes ou mais fracas, ativando-as ou não, e finalmente cheguei onde queria. Chega de ciência, vamos partir para a filosofia.
O incrível é que se eu perguntar para vocês o quanto mudaram de 10 anos para cá, a resposta será unânime: -Mudei muito!
Percebem o quanto mudamos com o passar dessa vida, por mais curto que seja o espaço de tempo percorrido? Já falei algo, [isso em outro momento].

Processos traumáticos, mudanças repentinas, acontecimentos fora do "padrão", todos esse e mais alguns milhares são os transformadores comportamentais de qualquer indivíduo.
Isso tudo é a maneira na qual somos afetados por nosso cérebro, na qual sempre procura ajustar-se para lidar melhor com o cenário mais atual de nosso existência, já que o próprio pensamento começa a fluir por vias diferentes do nosso cérebro.
Diante do conhecer a existência desse tipo de adaptação e capacidade, nada mais inteligente em que saber ceder quando se sabe que se deve ceder em determinada circunstância. Ou quando se sabe que independente do esforço que se faça a sua "escolha", ela não será mantida por muito tempo.
Bom, sendo simples, chegamos a conclusão que o que vale é adaptar-se, mudar se for preciso, ganhar espaço na plataforma da vida, saborear os diferentes momentos que os outros nos proporcionam, ou nos impõem.
Mente fechada aprisiona a alma. Mente aberta eleva sua alma a lugares transcendentes. Qual a escolha? Qual a sua escolha?
J.Gonçalves, 05 de Julho de 2013.
(Os dias têm sido estranhos, dias de sorrisos melancólicos, dias de serenidade, dias de uma Nárnia sem Feiticeira Branca)