quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Subjetividades, nos proíbem de julgamentos

Quanto mais é dado, mais é cobrado.
Essa era a desculpa dos meus líderes para me tratarem como uma máquina de produzir tudo que era preciso.
Na época, era também o meu lema. Depois o causador de grandes revoltas. Agora voltei a pensar sobre isso, e comecei a entender outras tantas coisas. Quando se aprende as regras como em regime militar, é quase que involuntário e instintivo o desejo de ver os outros agindo corretamente. Mas se existe o certo, talvez seja relativo em alguns casos.
Todos nós temos o nosso pecadinho de estimação. E se Deus que é Santo e Perfeito, continua a nos amar incondicionalmente, mesmo vendo todas as coisas ruins que habitam nosso coração, o que nos dá o direito não gostar das atitudes "erradas" alheias?
Já ouvi pretextos sobre o fato de que Jesus quebrou tudo quando viu as pessoas vendendo coisas na frente do templo, e essa era a melhor desculpa para justificar a indignação frente ao pecado dos outros. Jesus quebrou tudo no templo e brigou com quem estava fazendo comercio na Casa de Deus, mas teve a delicadeza de soltar os animais mais frágeis para ter o cuidado de só atingir os que mereciam ser atingidos pela bronca do Mestre.
Se não temos a capacidade de amar como Ele amou, porque teríamos o direito de cobrar como Ele cobrou?
Nos dizemos imitadores dEle, mas só quando convém... E na ânsia por buscar uma santidade padrão, encontro um dos meus pecadinhos de estimação, julgar os fariseus hipócritas.
Eu não faria por eles o que Jesus fez, não posso julgá-los como Jesus julgou. Ele é o Cordeiro e o Leão, o Advogado e o Juiz, nós não somos, somos apenas irmãos, sem a autoridade que a paternidade possui.
Desisto de esperar que os outros sejam como eu, isso só vai me frustar. Meus propósitos são diferentes, minhas atitudes são diferentes... É apenas lógica!
A psicologia diz que pra uma mente saudável, não devemos nos preocupar com o que não podemos resolver. Quando aprendemos essa lição, a vida fica mais zen.
Anny Gomes, Pelotas Rs, 26 de outubro de 2012