quinta-feira, 29 de novembro de 2012

A cruz era dele, somente dele

 
"Profundo o seu momento insigth, essa compreensão que se desperta sem compreensão natural.
Me vi junto a cena diante do teu relato, tantas coisas foram geradas no meu pensamento, e perguntas seguidas das respostas surgiram.
Jesus tinha poder suficiente para restaurar suas próprias forças, reerguer a cruz e voltar a caminhar de maneira firme até o local da crucificação.
Por que não o fez? Poderia também ter chamado naquele momento milhares de anjos, e a ajuda de um só deles seria mais do que suficiente para reerguê-lo e ajudá-lo a levar a cruz. Jesus poderia ter feito qualquer uma dessas coisas, mas não as fez.
Por quê?
Poderia ter espantado cada um dos que ali estavam a contemplar, podia ter se despido do “Homem” e mostrado o poder que possuía.
Ele não chamou os anjos para socorrê-lo porque a cruz não era para os anjos.
Ele também não realizou nenhum milagre para carregar a cruz porque aquela era a cruz dos homens e dEle, Jesus Cristo, Homem.
Portanto, era necessário que Ele a levasse na sua condição de homem, e que os homens a levassem com ele.
Por isso Jesus consentiu que Simão Cirineu o ajudasse a levá-la.
Simão Cirineu não sabia que aquela era a cruz do Salvador dos homens.
Se ele soubesse que ela era o instrumento da nossa redenção; se naquele momento Deus abrisse os olhos de Simão para que ele visse todos os frutos de salvação que a morte de Cristo na cruz iria produzir, certamente aquele cireneu não só ergueria e carregaria aquela cruz, mas até a abraçaria, sentindo-se honrado pelo simples fato de poder tocá-la.

A cruz que ele estava conduzindo não era a de um simples criminoso, mas a cruz do Filho de Deus, a cruz do seu Criador, do seu Redentor.

O cirineu carregou aquilo que geraria vida para ele mesmo.

Levando a nossa cruz, não devemos esquecer que Jesus a levará conosco, assim como o cirineu o ajudou a levar a sua.
Portanto, devemos manter a firme resolução de levar a nossa cruz até o alto do nosso monte Calvário, ou seja, até o fim da nossa vida, quando então se iniciará a vida eterna para a qual Deus nos convida.

É como você disse: Nosso Cirineu interno se intensifica.

Realmente a responsibilidade pousa sobre nós. Devemos carregar a cruz do nosso irmão, mesmo sem saber quem ele é.

E quanto ao breve momento na qual citasse, em um suposto precisar de ajuda, de conforto. A resposta já foi dada por você mesmo: Jesus Cristo, com o rosto ensanguentado, costas feridas, suor e sangue, disposto a mais uma vez nos ajudar.

Face ferida mostrando que o pior Ele já levou na cruz.

Nem mesmo a minha história pode confrontar com tal dor de levar o pecado do mundo, e junto com ele as lágrimas que já derramei pelas minhas percas pessoais.

Não devemos nos preocupar jamais com as dificuldades que possam surgir. Eu tenho você, você me tem, e sempre teremos Cristo. Amigos e Cristo, isso nos basta."
*Trecho de Email: para Anny. 16 de Outubro de 2012