sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Os tempos da caverna

Gostamos tanto dos tempos bons, dos dias de glória, dos grandes sorrisos, ótimas companhias, coração alegre... 
Sabemos que tudo isso vem depois de grandes tempestades, e que problemas gigantescos que parecem não ter saída são sempre seguidos por vários degraus escalados, mentes mais sábias e corações mais fortes.
Isso já conhecemos bem. 
Hoje quero falar de outro período que também temos que enfrentar, o qual a pouco experimentei: Tempo de Caverna.


Davi, um dos personagens bíblicos mais inspiradores para mim teve de enfrentar um tempo de caverna. Se escondendo de Saul que desejava matá-lo, refugiou-se em um lugar chamado Caverna de Adulão, onde passou um processo transformador, virou um líder. Liderou com ousadia homens considerados derrotados, que também se esconderam na tal caverna quando viram suas vidas desmoronarem aos seus pés, tomados por vergonha e desesperança, fugiram para o esconderijo que anestesiaria sua dor enchendo-os de nada e ali o vazio existencial seria o companheiro ideal para suas almas fracassadas.
Só não contavam com a hipótese de encontrarem em seu pseudo túmulo um homem tão fascinante e encantador que não aceitou a prisão da derrota, pois em suas veias corria liberdade. Irradiando a força que vem da alegria de um pequeno poeta da vida e grande guerreiro da história, se deixaram ser impactados pelo pastor-rei.Que os ensinou a arte de reconstruir-se depois da pior catástrofe, fazendo do fim de tudo o ponto de partida para o recomeço. E o resultado? Brilharam! Brilharam e sentiram o sabor da vitória.
Assim como esses homens, quantas vezes depois do fracasso, quando não conseguimos vencer a tempestade e desfrutar da bonança, nos escondemos na caverna? Conformados com a derrota e sem perspectivas para o futuro corremos a refugiarmos no único lugar onde não seremos confrontados por ninguém, esquecendo-nos que do confronto vem a superação. 
Os tempos de caverna, são entorpecentes e paralisantes. Mas também são necessários e produtivos, pois ali no escuro e úmido encontramos o fogo que irá forjar nosso caráter e dividir a história em A.C. - D.C. O tempo que antecede a caverna é de um tipo de vida e pensamento que se comparado ao que sucede causará espanto.
Na caverna você estará sozinho, será inevitável se afastar de tudo e todos, pois é sem ninguém olhando que a lagarta se transforma em borboleta.
A boa notícia é que na caverna teremos a honra que conhecer o Pastor-Rei. E Ele muda nossa história com amor e sabedoria mostrando-nos quem Ele é e quem nós somos. 
O tempo na caverna não é prazeroso, contudo o processo vale a pena, ao sair dela, nossos olhos se encantam com a beleza da vida que nos espera lá fora. Um Homem Fascinante nos ensina grandes lições e se um dia voltarmos a caverna, imitaremos o papel dEle para ensinar a outros o quão belo é transformar fracassos em vitórias.
Fiquei um longo período na caverna até que parei e ouvi as perfeitas palavras do Pastor-Rei que segurou minha mão e me levou para fora, me mostrou as estrelas e me deu as flores, porém mais que isso, encontrei o Pai... Só que isso é outra história!