segunda-feira, 15 de abril de 2013

Ser diferente, é diferente

Pois bem, diante do abismo da insônia e o dormir, meu refúgio são as palavras e o pensar. São tantas situações e momentos que cruzam o desatino da consciência, as preocupações antecipadas do porvir, do amanhã. Hoje em dia, a redoma que nos cerca são de stress, e depressões persistentes. Não são sensações fáceis de afastar, principalmente estando no lugar de alguém que conhece a verdade. Nossa luta constante e diária são as dores pelas vidas, sentimento penoso pelos que nos querem mal, angustia por ver esse caminho na qual carregam os pés de tantos.  Muitos, e não são poucos os que não dominam mais seu andar. O próprio caminho o leva onde bem entender. Parece-me que o rumo, o caminho, a estrada, defina como quiser, ganhou vida pensante. 
São poucos os que escolhem fazer a diferença, e ser a diferença na existência das pessoas. Estamos como ovelhas, desgarradas, pelo fato de seguirmos aquela que se afastou daquilo que deveria seguir. Existem padrões pré estabelecidos pela sociedade atuante no mundo, e ser diferente disso, gera confusão, desconforto a tais pessoas. A complexidade gerada pelo homem no fato de “viver” a vida, as torna escravas do próprio tempo. Nessa exata circunstância temporal, assim me encontro. Absorto em uma fagulha de crise existencial inevitável. Como já falei, não é que eu queira, mas é necessário que aconteça. Estranho não é? Mas por um breve momento sou tomado pelo Insight, como assim é denominado tal momento pela Psicologia cientifica. 

Sou ser humano, totalmente distante de ser divino e perfeito. Minha tranquilidade é saber que houve alguém que soube ser Deus e homem ao mesmo tempo. Tarefa, na qual seríamos incapazes de completar, mesmo que tivéssemos a santidade impregnada em nosso cordão umbilical. Houve somente um capaz, e esse Um jamais será igualado. Jesus eis o nome do cidadão. Cristo quebrou o sistema pelo meio, rasgou o véu de baixo para cima, arrancou da sociedade aquilo que cobria seu rosto, mostrou que são necessárias medidas extremas, drásticas, e até mesmo diferentes da normalidade de muitos. Existe um momento que devemos parar e ver se é o caminho que está nos guiando, ou se somos nós que estamos criando o caminho. Jesus criou o caminho dELe. Diante da vontade dos fariseus, a estrada do Messias seria gloriosa, soberana, poderosa, o que não deixou de ser, porém em suas mentes, o Redentor viria para reinar como um rei temporal, com direito a coroa e tudo. 
E agora diga-me? 
Por que tinha que ser assim? Por que eles julgavam que o correto era assim?
Será que não eram os padrões pré estabelecidos? Os mesmos que a humanidade vive absorta hoje?

Digo com convicção que sim. Exatamente o mesmo, e talvez com doses a mais de veneno. O amor não é mais prioridade, o deixar de pensar em si para pensar no próximo já deixou de ser prioridade nos corações, o perdão perdeu o lugar para a vingança. E nós? E o que é de nós que incansavelmente estamos andando na contramão? Somente tenho um sentimento claro no coração: O amor! Amor a ponto de não deixar de seguir tentando. O modo de viver de Cristo não é algo para ser lido e somente admirado, não é para somente ser glorificado o quão majestoso Ele foi, e sim para ser imitado, copiado, xerocado, seja como for, é para sermos Ele nessa existência terrena. Estamos todos cheios, enfarados e fartos de ouvir falar de um Jesus, de um homem que foi crucificado. Estamos cheios de ouvir, cheios. Precisamos sê-lo, vivermos Ele a medida que criamos nosso caminho.
Chega dessa limitação hipócrita e sem essência, o segredo é ser, criar e tornar-se um amante de cada ser que surge na curva da estrada de nossa vida.

Júlio Gonçalves, 17 de Outubro de 2012