sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Liberdade, compreendendo um pouco mais

Liberdade tem mais a ver com o que você pode escolher não fazer, do que com o poder fazer tudo que você quer. Ser livre de verdade, é não ser escravo nem de si mesmo.


Somos presos a quase tudo. Horários, compromissos, pessoas, ideias, regras, limites... Temos a obrigação intrínseca de dominar nossos planos e seguir a risca o projeto inicial para chegarmos na linha final em primeiro lugar. Para isso, estudamos e somos presos aos conteúdos, aos professores, aos colegas. Trabalhamos e somos presos aos chefes, empresas, horários. Temos família e somos presos ao compromisso, ao outro. Presos por laços afetivos, ou por nós intelectuais. E somos presos a tudo a todos, até a nós mesmos. Aos nossos gostos, sonhos, manias. 
Já não satisfeitos com o que nosso ambiente nos impõem, nós mesmos nos impomos metas e objetivos para sermos o que queremos ser. Ou será que é o que os outros querem que sejamos?
Vamos concordar que a maior parte das cosias que julgamos necessárias hoje, não passam de uma demanda criada pelo mundo para nos obrigar a contribuir com o capitalismo.
Não me julguem hipócrita, pois não tenho rompido com essa regra e vivido de uma maneira roots. Contudo sei que essa é uma realidade que encaramos. (Como a poluição: todos sabemos que nos faz mal, mas não desistimos de andar de carro!) 
Prosseguindo... Não quero falar da visão fantasiosa de um mundo ideal, onde viveríamos em um paraíso sem nenhuma obrigação chata. Quero falar de liberdade interior. Daquela sensação de leveza que nos toma quando temos a experiência de conseguir sem livre ainda com todos os atributos acima comentados. Quando conseguimos ser livres de nós mesmos.
Ser livre de si mesmo, consiste em viver não sendo escravo de uma consciência que acusa, de uma mente flutuante em um futuro incerto, de um pensamento repressivo, de sentimentos pré estabelecidos, nem de um corpo dominante sobre a alma. 
Se você não é uma máquina, cuide mais do seu interior. Seu corpo é só uma casa onde você mora, ele não pode controlar você!
Sua mente não pode estar presa nem no passado que te oprime em nostalgia, nem no futuro que te engana em ilusões. Sua mente tem que estar no agora, vivendo o hoje com intensidade e sabedoria, para evitar arrependimentos - tanto pelo que foi feito, quanto pelo que não foi.
Seus pensamentos precisam ser equilibrados. Se forem em excesso você pira, mas se for ao contrário você não acompanha o fluxo e acaba ficando pra trás. Equilíbrio é o segredo!
Seus sentimentos muitas vezes precisarão ser re-significados. Aqueles ruins, sabe? Troque por bons, anule se for preciso, mas não cultive feridas que te tornarão uma pessoa amarga.
Seja livre do peso que você mesmo colocou sobre seus ombros e aprenda a se amar, a se perdoar, a se entender. Procure um psicólogo e se conheça! (aqui temos dois [risos]).
Converse com você mesmo. Se permita passar por louco de vez em quando. Isso é saudável, isso faz bem.
Seja forte, mas não de ferro, derreta-se de vez em quando, quebre-se se for preciso e se reerga maior, melhor, e mais forte ainda.
Mude! Não tenha medo de mudar. Mudar é ótimo... E o maior sinal de liberdade é poder mudar.
Mude de ideia, mude o guarda-roupa, o cabelo, mude o gosto musical, a visão política, mude de casa, de profissão. Deixe de lado tudo que pode te prender de chegar ao ápice.
Alguns ciclos precisam ser fechados para que tempos mais interessantes e produtivos cheguem. Pare de postergar transformações necessárias. 
Seja você mesmo, em uma versão melhorada!

Isso sim, é liberdade.

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