quarta-feira, 10 de julho de 2013

Virtualidade insana

Ficar muito tempo na internet faz a vida perder o sentido.
Você começa a ler bobagens e rir delas, mas aí enjoa e começa a achar tudo babaquice.
Você começa a ler textos românticos e enjoa de tanta melosidade ou fica deprimido por não ter um amor.
Você começa a ver todos revolucionando o Brasil e quando pensa em entrar na onda, percebe que é só animação virtual mesmo.
Você começa a procurar entretenimento inteligente e filosofias divertidas, acaba encontrando mil novas formas de pensar. Mas levanta pra ir na geladeira comer alguma coisa e volta para o tédio de ninguém ter se pronunciado quanto as suas novas fotos.
Tédio.
Pessoas medíocres viverão fadados a mediocridade das redes sociais, enquanto despejam nelas seus sentimentos mais profundos e seus ideias mais valorosos. Pra que? Pra quem? Pra outros inúteis indivíduos que só estão querendo matar tempo e descansar a mente rindo de qualquer bobagem.
Então volto a dizer que ficar muito tempo do internet faz a vida perder o sentido.
Fale de quem você é pra quem te olha nos olhos. Mostre seu interior pra quem se importa com você. Use seu conteúdo produtivo investindo no que te dará retorno. Por que a vida só se constrói quando você desliga o computador e vai fazer acontecer.
Suas atitudes são mais importantes que seu discurso!

terça-feira, 9 de julho de 2013

Aos vencedores

"Passamos para uma nova fase. Sim, essa é a frase que define esse processo como um todo. Um estado que podemos definir como 'um amadurecimento pessoal e profissional'. Ao longo desses últimos meses cada um de nós cresceu, sofreu, aprendeu, acertou, errou, chorou, sorriu e uma porção de outros sentimentos que se misturaram com teorias, antes abstratas e desprovidas de sentido, na prática de uma das profissões mais bela do mundo: a psicologia. 

Sinto que a inspiração voltou. Que sou mais humano depois dessa experiência. Percebo que o medo de atuar, diante do desconhecido, do outro, daquele que pode agredir mesmo na tentativa de buscar ajuda, esse medo se distancia de mim, como a lua no horizonte dos navegantes.

O Deus morto por Nietzsche ressuscitou. Forte, impávido. Na busca de um olhar que sempre se renova, em direção ao outro, com o outro, assim podemos definir, o misto de complexidades que ocorreram no psiquismo individual de todos que vivenciaram esse processo de vir-a-ser no mundo um profissional pautado na ética, na moral e sobretudo, nas teorias deixadas por Freud, Bion, Pichon-Rivière, entre outros.".

Por David Santos

Coletividade Inconsciente

http://psiquecienciaevida.uol.com.br/ESPS/Edicoes/57/artigo184590-1.asp
Extraído do site Portal Ciência e Vida.

Coletividade inconsciente
Psicanalista Carl G. Jung estudou formas primitivas da nossa mente e criou teorias de arquétipos que explicam nosso comportamento e nossa busca por autoconhecimento

Conrado Matos


Shutterstock
O psicanalista Carl Gustav Jung nasceu na Suíça e foi discípulo de Freud. Aprendeu Psicanálise e a levou para vários campos do conhecimento humano, um deles foi a Psicologia das Religiões, que Jung discutiu profundamente. Logo, também, para sua própria teoria, a "Psicologia Analítica".
Jung em uma análise sobre os povos primitivos descobriu a existência de um inconsciente primitivo, ou seja, primeiro ou primordial desde o início de qualquer geração humana. Este inconsciente, Jung denominou de inconsciente coletivo.
O inconsciente coletivo de Jung se conceitua por se estruturar nas imagens primordiais do desenvolvimento mais primitivo da psique. O homem herda tais imagens do passado ancestral, passado que inclui todos os seus antecessores pré-humanos ou animais. Dentro desses aspectos, Jung quis dizer que o ser humano traz psicogeneticamente um inconsciente herdado dos seus ancestrais mais primitivos possíveis, e que vai passando de geração para geração.

Personalidade humana
De acordo com a teoria Junguiana, levando aqui como discussão a obra dos psicólogos Calvin S. Hall e Vernon J. Nordb (Introdução à Psicologia Junguiana, Cultrix, SP), a psique faz parte da personalidade como um todo em primeiro lugar no ser humano, portanto, de acordo com o pensamento de Jung o homem não luta para ser um todo, ele já é um todo, ele nasce como um todo.
Em relação ao inconsciente coletivo, Jung denominou o seu conteúdo de "arquétipos", que são Universais, e que todos nós herdamos as mesmas imagens arquetípicas básicas. Entretanto, Jung considerou cinco tipos de arquétipos que desempenham papéis importantes na personalidade humana. São eles os arquétipos: Persona ou máscara, animus, anima, sombra e o Eu.
Jung dizia que o indivíduo deve saber lidar com os vários papéis que assume na vida, ou seja, deve saber conviver com vários personagens, sem se envolver definitivamente com a máscara - saber usar a máscara e saber sair dela sem se prejudicar. Jung classificou a máscara de face externa.
Usar a persona, ou máscara em vários papéis sociais de maneira desequilibrada, pode provocar danos em diversos comportamentos humanos, seja através das relações intrapessoais ou interpessoais, em qualquer indivíduo que não seja capaz emocionalmente de conviver com várias máscaras, como por exemplo, no trabalho, na família, na profissão, e de modo geral na vida afetiva. O melhor equilíbrio é saber usar a máscara e saber sair dela, e saber usá-la quando bem precisar, como faz um ator com diversos personagens.
O Anima, Jung o classificou de face interna nos homens e o Animus de face interna nas mulheres. Sendo assim, o Anima constitui o lado feminino da psique masculina, e o Animus constitui o lado masculino da psique feminina. Cada homem tem uma mulher dentro de si, assim como cada mulher tem um homem dentro de si. Desta forma, durante muitas gerações o homem desenvolveu seu arquétipo Anima pelo relacionamento continuado com as mulheres e vice-versa.
Outro arquétipo que influi nas relações de pessoas do próprio sexo, que Jung denominou de Sombra. Este arquétipo faz parte da história evolutiva e mais aprofundada do homem, podendo ser mais poderoso e potencialmente mais perigoso de todos os arquétipos. Pode ser a fonte que há de melhor ou pior no homem, particularmente em suas relações com outras pessoas do mesmo sexo.
A sombra pode ser se tornar perigosa quando os homens tendem a projetar os impulsos de sua sombra rejeitada nos outros homens, de modo que, entre eles, surgem com frequência sentimentos negativos. O mesmo ocorre com as mulheres. A sombra tem uma natureza resistente e ao mesmo tempo persistente, e igualmente eficaz, tanto para promover o mal ou o bem. A rejeição da sombra diminui a personalidade. É na sombra onde estão contidos os ímpetos animais do ser humano, e que na visão de Jung devem esses ímpetos ferozes e vorazes ser domesticados no indivíduo.
O maior de todos os arquétipos, Jung apontou para o Eu, que é considerado o organizador da personalidade humana. Foi ao Eu que Jung classificou como principal arquétipo do inconsciente coletivo, considerando-o como elemento superior, unificador e harmonizador entre os demais arquétipos e suas atuações nos complexos e na consciência.
Sem a presença do Eu, os demais arquétipos do inconsciente coletivo não conseguem ter firmeza e união. Portanto, compreende-se no conceito de Jung que, o Eu assume o comando interno interno e gerencia os conflitos dos traumas associados aos complexos, como também aos arquétipos, máscaras, animus, anima e sombra. É o Eu nesta condição psíquica, a suprema consciência, e que deve exercer com eficácia o seu trabalho. Do ponto de vista de Jung, a meta final de qualquer personalidade é chegar a um estado de autorrealização e de conhecimento do seu próprio Eu. CONTINUA...

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Mente fechada, aprisiona a alma

Mente fechada aprisiona a alma.
Um fato perceptível a todos que detêm vontade de conhecimento.
Bom, é um tanto complicado falar em termos científicos um assunto sobre comportamento e suas variações durante a vida. Porém ultimamente ando com uma grande vontade de "expressar" (os neurocientistas que me perdoem pela vergonhosa nomenclatura), sobre o quanto podemos, devemos e mudamos nossos comportamentos e decisões diante a perepção de vida e mundo.
Para começar precisamos entender um pouquinho sobre "cognição". Vamos partir dos neurotransmissores, lembrando que existem vários processos antes desses, porém se formos abordá-los, ficaríamos muitos meses, somente para definir cada função e motivo dos mesmos.
Neurotransmissores são [substâncias químicas] liberadas pelos [neurônios] para assim transferir informações entre eles e manter o funcionamento constante e correto do organismo.
Impulsos nervosos são como chamamos essa troca. Através do potencial de ação, elas "viajam" pelo corpo celular através do [axônio] e quando chega ao final do mesmo, o impulso continua através da sinapse, uma estrutura que separa essa terminação axonal do dendrito do próximo neurônio.
Portanto, sinapse é o local por onde são transmitidos os sinais elétricos de uma célula a outra. Existem dois tipos de sinapses, mas o foco será outro, acerca de comportamento e influenciadores transformadores da maneira como o processo sináptico ocorre.
Isso nos diz os estudos de Jesus Landeira-Fernandez (Psicólogo pela USP e Doutor pelo Departamento de Psicologia da Universidade da California em Los Angeles), Antônio Pedro de Mello Cruz (Psicólogo, mestre e doutor em Psicologia pela USP), e o professor de neurociência da conceituada universidade Johns Hopkins, David J. Linden, em seu artigo na revista Nature. *Interessantíssimo por sinal.

Todos nós produzimos o mesmo sistema nervoso, no entanto as variações específicas nessa transmição de impulso nervoso através da sinapse, definem a atividade psicológica do indivíduo, e é exatamente isso que dá forma a sua personalidade e individualidade.
A transmissão sináptica que ocorrem processos plásticos produzidos pela interação do sujeito com seu meio, no sentido de que sinapses podem ser alteradas, tornando-se mais fortes ou mais fracas, ativando-as ou não, e finalmente cheguei onde queria. Chega de ciência, vamos partir para a filosofia.
O incrível é que se eu perguntar para vocês o quanto mudaram de 10 anos para cá, a resposta será unânime: -Mudei muito!
Percebem o quanto mudamos com o passar dessa vida, por mais curto que seja o espaço de tempo percorrido? Já falei algo, [isso em outro momento].

Processos traumáticos, mudanças repentinas, acontecimentos fora do "padrão", todos esse e mais alguns milhares são os transformadores comportamentais de qualquer indivíduo.
Isso tudo é a maneira na qual somos afetados por nosso cérebro, na qual sempre procura ajustar-se para lidar melhor com o cenário mais atual de nosso existência, já que o próprio pensamento começa a fluir por vias diferentes do nosso cérebro.
Diante do conhecer a existência desse tipo de adaptação e capacidade, nada mais inteligente em que saber ceder quando se sabe que se deve ceder em determinada circunstância. Ou quando se sabe que independente do esforço que se faça a sua "escolha", ela não será mantida por muito tempo.
Bom, sendo simples, chegamos a conclusão que o que vale é adaptar-se, mudar se for preciso, ganhar espaço na plataforma da vida, saborear os diferentes momentos que os outros nos proporcionam, ou nos impõem.
Mente fechada aprisiona a alma. Mente aberta eleva sua alma a lugares transcendentes. Qual a escolha? Qual a sua escolha?
J.Gonçalves, 05 de Julho de 2013.
(Os dias têm sido estranhos, dias de sorrisos melancólicos, dias de serenidade, dias de uma Nárnia sem Feiticeira Branca)

Ciência, Fé, Amor



*Sobre a Imagem: Quando vejo um renomado escritor, de uma das correntes da Psicologia que muito estudei, falando das verdades mais absolutas que tanto acredito, o coração vibra de felicidade.

Eu amo tudo o que foi

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Mais um Ciclo fechado!

Ultimamente não tenho tido paciência com alguns tipos de pessoas. Pessoas influenciadoras existem aos montes, pessoas influenciadas mais ainda. Bom, me coloco ao equilíbrio desses dois aspectos. Influencio se for preciso, e sou influenciado quando é necessário. Porém, de uns tempos para cá, não tenho conseguido conviver com nenhuma dessas extremidades humanas.
Essas pessoas são as que não tenho tido paciência, essas...
Sinto-me tão bem. Aquela paz interior. Aquela sensação acerca da vida de que tudo está onde sempre nasceu para estar. Sem desvaneios complexos e dolorosos. Sem auto-punição, vazio de penalização própria. Sem procurar nada, sem ter que achar nada.

Ontem ainda preparava um trabalho da Universidade que tratava-se de uma análise pessoal acerca do próprio "eu" comportamental. Um processo de aprendizado pessoal de metas, objetivos, tempo gasto na busca por esses objetivos, o quanto há de dedicação focados nesses objetivos, quais fatores contribuiam positivamente para conclusão do mesmo, entre uma série de enfoques.
Encontrei-me sem respostas para vários deles. Tive vontade de pôr alguma resposta do tipo: "Não sei", "Como vou saber?", "Está tudo em seu devido lugar", porém fui sensato e respondi conforme julguei necessário responder.
Foi interessante essa análise.
Melhor ainda foi presenciar a maneira na qual o meu querido companheiro "Eu" se encontra. Senti orgulho, fazia tempo que não o via assim. Um tanto "desleixado" amorosamente, egocentricamente e entre outras pequenas ostentações. Aquela vontade que todos possuem de priorizar a si e a seus desejos diante da realidade, tornando-se imersos em uma fantasia apropriada a esse padrão de aceitação e não enxergando a realidade da vida social e das necessidades de outros indivíduos em relação às suas.
Tudo isso têm se diluído aos poucos em relação...
Têm ficado para trás...
Têm sumido... Ido... Deixando... Partindo...
Indo... Indo... Indo...
E o por quê você falou de pessoas influenciadoras lá no início do texto Júlio?
Por quê não me sinto confortável quando pessoas ditam ou assim procurar "induzir" minha vida a escolher aquilo que julgam melhor ou conforme encontra-se pré-estabelecido. Um exemplo claro:
Quando saio para alguma festa, ou quando sou convidado para algum evento, e até mesmo quando organizamos algum tipo de confraternização, meu objetivo principal é a diversão, sentir-me bem.
Não procuro meninas estando nesse tipo de lugar, não procuro manter-me com olhares maliciosos e "devoradores", ou "brilhar" estentadoramente em meio essas pessoas. Procuro somente a alegria de uma relação fraterna e absorvível de positividade. Conhecer, rir, alegrar. Isso me basta. Isso me torna feliz.
A solidão têm me tornado alguém feliz. Não tenho a definição clara ainda do por quê dessa vontade de solidão tão acentuada em minha vida. Talvez seja por medo ou por egoísmo ou por achar que ninguém é bom o suficiente, ou por algum outro motivo que nem você tenha consciência ainda.
Ninguém está fadado a ficar sozinho, a solidão afetiva é uma escolha pessoal como a maior parte dos caminhos que tomamos em nossa vida.

Não existe um lugar certo para encontrar alguém especial, o que existe é a percepção do quanto você é especial e importante em sua própria vida. Estar disponível para viver a própria vida, permitir saboreá-la, seja de que forma for, é uma atitude que interfere e modifica a qualidade dos relacionamentos que se empreende.
 Normalmente temos alguém ao lado que nunca realmente olhamos como homem ou como mulher, simplesmente por estar muito preocupados com um ideal de companheiro(a), ou mesmo de namorado(a).

Bom, não sei como, mas consegui desapegar desse "ideal" e módulo comum na qual todos passam.
A impaciência continua...
Im-pa-ci-ên-cia astronômica! 
Júlio Gonçalves, 01 de Julho de 2013.