sexta-feira, 5 de julho de 2013

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Mais um Ciclo fechado!

Ultimamente não tenho tido paciência com alguns tipos de pessoas. Pessoas influenciadoras existem aos montes, pessoas influenciadas mais ainda. Bom, me coloco ao equilíbrio desses dois aspectos. Influencio se for preciso, e sou influenciado quando é necessário. Porém, de uns tempos para cá, não tenho conseguido conviver com nenhuma dessas extremidades humanas.
Essas pessoas são as que não tenho tido paciência, essas...
Sinto-me tão bem. Aquela paz interior. Aquela sensação acerca da vida de que tudo está onde sempre nasceu para estar. Sem desvaneios complexos e dolorosos. Sem auto-punição, vazio de penalização própria. Sem procurar nada, sem ter que achar nada.

Ontem ainda preparava um trabalho da Universidade que tratava-se de uma análise pessoal acerca do próprio "eu" comportamental. Um processo de aprendizado pessoal de metas, objetivos, tempo gasto na busca por esses objetivos, o quanto há de dedicação focados nesses objetivos, quais fatores contribuiam positivamente para conclusão do mesmo, entre uma série de enfoques.
Encontrei-me sem respostas para vários deles. Tive vontade de pôr alguma resposta do tipo: "Não sei", "Como vou saber?", "Está tudo em seu devido lugar", porém fui sensato e respondi conforme julguei necessário responder.
Foi interessante essa análise.
Melhor ainda foi presenciar a maneira na qual o meu querido companheiro "Eu" se encontra. Senti orgulho, fazia tempo que não o via assim. Um tanto "desleixado" amorosamente, egocentricamente e entre outras pequenas ostentações. Aquela vontade que todos possuem de priorizar a si e a seus desejos diante da realidade, tornando-se imersos em uma fantasia apropriada a esse padrão de aceitação e não enxergando a realidade da vida social e das necessidades de outros indivíduos em relação às suas.
Tudo isso têm se diluído aos poucos em relação...
Têm ficado para trás...
Têm sumido... Ido... Deixando... Partindo...
Indo... Indo... Indo...
E o por quê você falou de pessoas influenciadoras lá no início do texto Júlio?
Por quê não me sinto confortável quando pessoas ditam ou assim procurar "induzir" minha vida a escolher aquilo que julgam melhor ou conforme encontra-se pré-estabelecido. Um exemplo claro:
Quando saio para alguma festa, ou quando sou convidado para algum evento, e até mesmo quando organizamos algum tipo de confraternização, meu objetivo principal é a diversão, sentir-me bem.
Não procuro meninas estando nesse tipo de lugar, não procuro manter-me com olhares maliciosos e "devoradores", ou "brilhar" estentadoramente em meio essas pessoas. Procuro somente a alegria de uma relação fraterna e absorvível de positividade. Conhecer, rir, alegrar. Isso me basta. Isso me torna feliz.
A solidão têm me tornado alguém feliz. Não tenho a definição clara ainda do por quê dessa vontade de solidão tão acentuada em minha vida. Talvez seja por medo ou por egoísmo ou por achar que ninguém é bom o suficiente, ou por algum outro motivo que nem você tenha consciência ainda.
Ninguém está fadado a ficar sozinho, a solidão afetiva é uma escolha pessoal como a maior parte dos caminhos que tomamos em nossa vida.

Não existe um lugar certo para encontrar alguém especial, o que existe é a percepção do quanto você é especial e importante em sua própria vida. Estar disponível para viver a própria vida, permitir saboreá-la, seja de que forma for, é uma atitude que interfere e modifica a qualidade dos relacionamentos que se empreende.
 Normalmente temos alguém ao lado que nunca realmente olhamos como homem ou como mulher, simplesmente por estar muito preocupados com um ideal de companheiro(a), ou mesmo de namorado(a).

Bom, não sei como, mas consegui desapegar desse "ideal" e módulo comum na qual todos passam.
A impaciência continua...
Im-pa-ci-ên-cia astronômica! 
Júlio Gonçalves, 01 de Julho de 2013. 

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Vaidade - Tanlan

Sou a criança que chorou logo ao nascer
O velho homem que morreu sem perceber
Eu sou o pó que se levanta de manhã e a noite, se foi

Sou a vontade incontrolável de chorar, 
A liberdade indesejável de errar
Eu sou um pouco menos do que eu quero e muito mais do que não...

Sou o desejo incorrigível de sorrir
A busca tão indiscutível por sentir 
Um incompleto irresponsável pronto pra te dizer sim!

Um hábito inútil e sem sentido, um vapor
Um indiscreto transitório, um louco sem pudor

Mas a vida ainda vale a pena
A vida ainda vale a pena

Eu sou o livro cuja capa não se pode ler
A dor e toda a graça do que é viver
Eu sou o que sobrou de uma lembrança,
Arrogância de ser

Sou egoísta e tendo te dizer não
O meu cinismo só revela a omissão
De quem assiste a um desfile triste, um clichê em vão

A vaidade das vaidades, um vazio sem fim
A busca da realidade é o que me trouxe aqui

Mas a vida ainda vale a pena...

Paradoxo no Palco II

"Precisamos aprender a aproveitar onde estamos, enquanto estamos a caminho de onde estamos indo!"

Essa frase mexeu com meus neurônios hoje, a tal ponto que me vi cheia de vontade de escrever sobre ela.
Confesso que sou uma das pessoas que pensa tanto na linha de chegada, que deixa de curtir a paisagem do caminho.
Fazer o que se sou movida pelo querer?
Nos últimos dias me pego refletindo sobre o motivo de estar aqui-agora. Sei onde quero chegar, mas não consigo desfrutar da trajetória.
Me perco nos planos para o futuro, construindo o "onde", o "como", o "com quem"... Enquanto deixo o hoje escapar por entre meus dedos.

Shakespeare, que tanto gosto de citar, falou que "um dia você aprende a construir todas as suas estradas no hoje, por que o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão."

A Bíblia, que é meu principal embasamento, diz que o ontem foi apagado e que o amanhã está nas mãos do Autor que pintou com perfeição a vida... Foi nos dado apenas o hoje.

Tendo em vista que o presente se resume ao segundo atual apenas, já que dentro de dois segundos estaremos no futuro, e nem sempre prevemos com exatidão o que se sucederá no próximo minuto, concluo que o que temos é nada!

Um tanto preocupante pensar que na realidade não possuímos nem o agora, pois ele sequer é percebido por nossa pequena e finita capacidade intelectual.
Hoje, é um pequeno retalho do espaço-tempo em que nos perdemos tentando nos encontrar. E assim caminha a humanidade, rumo a um amanhã que pode ser muito sonhado, pouco previsto, porém nunca totalmente desvendado. 
Sinto-me uma partícula minúscula! E isso é ainda mais desesperador do que perceber que tenho deixado de aproveitar o caminho em que estou, enquanto estou a caminho de onde estou indo.

Eis mais um paradoxo no palco da mente. 

Em meio a esse ambiente confuso, que despertou uma certa angustia por seu conteúdo ansiogênico: Respire!
Há um segredo que é a chave para os conflitos internos. Aprendi com um sábio professor, que nada há mais desejável do que o equilíbrio. 
A existência, jamais deixará de ser uma incógnita. Resolvida uma questão, outra surgirá. Um momento dilemático, abrirá portas para outros dilemas. 
O que move o mundo são as perguntas, não as respostas!

Equilíbrio é o segredo! Este, te fará mergulhar bem fundo em cada simples detalhe do hoje. Sem esquecer que é no futuro que você viverá o resto de sua vida. 
Então é simplesmente entender que é possível sim, viver com a cabeça no futuro, se o curação tiver no agora, ou vice-versa. 
Nada que uma boa reflexão não resolva. 
Simples assim...

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Vamos cantar juntos o Hino Nacional, a lágrima é verdadeira!!

Dia 20 de junho de 2013. São em média 130 cidades em plena manifestação. Rio de Janeiro conta com 750 mil pessoas com aumento a cada hora. Estimativa final de um milhão.
Momento tão esperado pelos sonhadores Brasileiros. 
Sonhos de pais para que seus filhos tenham um futuro digno. 
Brasileiros em massa em muitas partes do país. 
Chegou a hora! Chegou o momento. 
Emociono-me em pensar na situação na qual todos se submeteram em amor a própria terra. A adrenalina sobe. O coração bombeia o sangue em ritmo intenso. A alma vibra de emoção. O ânimo e esperança que aja mudanças fazem o corpo se arrepiar. 

Chuva e frio não impedem a meta. O governo rouba de seu povo em tempo qualquer, então não é a chuva que fará o povo fugir nesse momento de despertamento. 
Objetivos de tudo isso: 
VIDA DIGNA. ACESSIBILIDADE A CONDIÇÕES BÁSICAS PARA O SER HUMANO. 
É isso mesmo. Fome, desigualdade a níveis gigantescos. Inversão de valores. Falta de amor. Nosso Brasil é movido por esses aspectos todos. Há alguns anos isso acontece. O célebre Renato Russo, o inspirador Cazuza e muitos outros já citavam em suas canções todas as desordens sociais ao qual na época também se estava inserido. 
Hoje o número de Renato’s e Cazuza’s cresceu. A essência dos famosos líderes Revolucionários Brasileiros está impregnada em nossa juventude. 
A “Ordem e o Progresso” resolveram acordar e ver a quantas anda seu ideal. E mais incrível é a maneira pacífica (por enquanto) na qual o povo está colocando e impondo seus objetivos. 
Uma imagem incrível vi ontem. Um jovem com a bandeira do Brasil e uma bandeira branca, e muitos policiais militares ao seu redor. Um deles dispara spray de pimenta em seus olhos. O jovem permanece imóvel em frente a eles, sem deixar-se abalar. 
Esse é o verdadeiro Brasil. Cara limpa, coração puro, vontade de viver, ânimo de vencer. 
Não é preciso esconder o rosto, não é preciso esconder-se em capas negras. 
Simplesmente tomar um postura de realidade. 
O mundo caminha para a desvalorização generalizada. O Brasil já vivia nesse ambiente ostentador há alguns anos. Chegar ao ponto de não ter em quem votar mesmo tendo inúmeros candidatos é lamentável. 
E por quê não votou? Por quê mesmo havendo tantas pessoas com “propósitos”, não havia ninguém. Entendem? Não havia ninguém. 
Chegar a pensar em não ter filhos justamente para “livrá-lo” dos sofrimentos que o povo passa é um absurdo. Essa é a realidade. Já pensei isso, e muitos amigos também assim fazem. 
Vejo uma força incrível de mente e coração sendo demonstrada nessas manifestações. Jovens inteligentes e com propósitos humanistas. Estudantes, pais de família, sonhadores, identidades desconhecidas.

Chega de dizer que somos patriotas somente em Copa do Mundo.. É só em época de Copa do Mundo que o Brasil inteiro se pinta de verde e amarelo. Durante um mês, o país para suas atividades para torcer pela seleção e cantar o orgulho nacional. Todos os outros assuntos, de saúde a política, perdem a importância diante do futebol. Não acredito em nenhum momento cívico criado pela Copa do Mundo. Abomino totalmete esse amor "exigente" momentâneamente e amplificado pelas "massas de torcedores".
Brasileiro genuíno ama e sonha todos dias com a melhora de nosso chão.
Brancos, Índios, Negros, somos o Brasil.
Com orgulho os 365 dias do ano!!

Amanhã estarei entre esses. (BC).
Amanhã cubro com a bandeira da esperança, nas cores verde e amarelo, meu amado patriotismo e vou andar junto aos pacificadores sonhadores da nação, junto ao povo heróico, bravo, retumbante. Esse é o momento, e ninguém pode perder essa oportunidade. 
Somos jovens, somos fortes e queremos viver deitados eternamente em berço esplêndido, ao som do mar e a luz do céu profundo. 
Não queremos aquilo que não é nosso. Queremos aquilo que nos foi dado e aos poucos foi retirado sem percebermos – A paz! 
A paz de saber que há escolas, a paz de saber que há hospitais que comportam a necessidade da sociedade, a paz de saber que nossa vida está preservada e vívida em meio a uma nação feliz e merecedora depaz. 
Essa é a hora, esse é o momento. 
Estou junto, estarei ajudando, e com certeza ponho a cara a bater em favor a essas manifestações que acontecem a mais de uma semana! Que tudo isso se prolongue e se intensifique até o objetivo ser conquistado. A conquista pela paz de alma e espírito. 
Vamos cantar juntos o hino Nacional, a lágrima é verdadeira...
Júlio Gonçalves, 21 de junho de 2013

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Hoje o dia está normal... Não! Claro que não!


Milhares são as vezes que escuto essa frase. Muitas vozes e timbres diferentes já pronunciaram esse desabafo repetido. 
Não consigo dizer isso. Nunca considero que os dias sejam normais. Nunca os vejo sendo repetitivamente normais. Há dias em que me alegro somente em ouvir o som dos pássaros. Em ver alguma folha oscilando entre os espaços. Tão simples, tão mínimo, e isso já basta para emocionar minha razão. Há outros que sinto a  negatividade de tudo e todos. Outros mais sinto saudade de mim mesmo, saudade dos lugares que ainda estarei. Saudade de um futuro que ainda não conheço. 
Hoje é um dia em que sinto saudade do meu belíssimo e maravilhoso passado. Passado até os 18 invernos vividos. Quantos foram os dias entre amigos jogando futebol nas ruas de terra batida atrás de minha casa. As pipas que emocionavam e palpitavam o coração quando “funcionavam” e ganhavam seu espaço no céu. Pipas feitas por nós mesmos. Uma sacola plástica, duas varetas, barbantes e muita linha de pesca, e a emoção enorme em vê-las onde queríamos estar. Livre, e voando. As corridas de bicicletas em trechos desconhecidos e perigosos. Adrenalina pura e intensa para jovens de 10 anos de idade. 
Nos sentíamos os soldados americanos desbravando terrenos. 
Saudade de mandar minha mãe parar de fazer barulho para eu poder seguir dormindo. Mais saudade ainda é de ouvir ela mandando eu levantar e deixar de ser preguiçoso. Isso as 6:30 da manhã. Pensa, 6:30... 
Se eu soubesse... 
Se eu soubesse que hoje não a teria aqui do lado, teria dormido bem menos e estado bem mais presente. Teria tentado fazer os dias serem “normais”.
O curso da normalidade em nossa mentes sempre resolve tomar caminhos diferentes. O fato de projetarmos um determinado "rumo" pessoal para as nossas vidas tornam-nos pessoas normais. Porém "vida" insiste para que não nos tornemos mais um "normal". Sabe como?
Não deixando acontecer nada daquilo que planejamos.
A vida, o rumo, o caminho, a estrada como sempre chamo esse período prolongado caminhando sobre a plataforma terrestre, gosta de aventuras, adrenalinas a níveis absurdos, é apaixonada por sensações novas e intensas, ama sentir os níveis de [dopamina] aumentarem gradualmente em cada ambiente novo desbravado inconscientemente.Com mais certeza ainda, existe o sagrado vício de sentir as [endorfinas] absurdas sendo produzidas pela hipófise para gerar doses altas de conforto diante dos momentos de dor prazerosa. 
Olhe para o lado, olhe-se no espelho, olhe para a rua, olhe para o céu, abra sua agenda e veja quais compromissos você têm amanhã, veja quais são seus amigos, perceba o quanto está distante de suas próprias escolhas! 
Vamos fazer isso se tornar mais intenso! 
Olhe agora para seu self do passado. Para você mesmo a uns 10 anos atrás. Veja o quanto afastado está da trilha empoeirada na qual você mesmo criou para ele, na qual seus próprios pais o incentivou (ou tentou) a ir. Diferente não é? Completamente, absurdamente diferente! 
Nossa [percepção] e [sensação]  vai muito além dos liminares absolutos! 
Não percebemos o mundo como ele realmente é, mas de um modo útil a nós mesmos. O dia "normal" é um uso com verdadeira insensibilidade sobre a essência da vida. 
Os dias não podem ser normais. 
Os dias precisam ser aventureiros e desbravadores, por mais que somente esse café sobre a mesa seja o momento mais aventureiro de meu dia...
J.Gonçalves, 17 de Junho de 2013.