Sensação gostosa de mergulhar na nostalgia de um passado bom.
Sorrir e saber que foi uma etapa concluída.
Quem não sente saudade da escola, dos amigos que cresceram, mudaram, ficaram distantes...?
Hoje, em pleno auge de minha prazerosa juventude, me pego querendo voltar no tempo e ter alguns anos a menos. Reviver todas as histórias, mas com a sabedoria que as vivencias me trouxeram.
Não trago novidades quando falo que a vida é feita de etapas, de processos, de ciclos. E alguns desses ciclos precisam ser fechados para que outros comecem.
Sim, estou sendo óbvia e simples, mas são essas verdades comuns que deixamos de lado por parecerem tão banais que nos fazem perder a essência da sabedoria e a capacidade de refletir durante o frenético ritmo do cotidiano.
Só entramos na faculdade depois de concluir o ensino médio, bem como só começamos o ensino médio depois de concluir o fundamental.
Só conseguimos recomeçar depois de ver tudo acabar, se não não é recomeço. É só remendo - e remendos são feios.
Tem vezes que acabar dói. Tem dias que é difícil demais elaborar os lutos; fugir parece ser mais seguro, mais confortável.
Contudo, você só recomeça depois que termina. E terminar coisas, pode ser doloroso.
Já dizia minha vó: "O que arde, cura!" Já dizia Freud: "Sem frustração não há desenvolvimento."
O que há em comum entre o pai da psicanálise e a senhora que mal aprendeu a ler?
Sabedoria simples e prática de quem sabe o que diz por que já estudou, por que já viveu.
Há o que precise ser terminado antes que o novo comece.
Há o que precise ser curado antes que novos rumos sejam iniciados.
As estradas da dor são verdadeiras escolas, porém um dia você se forma e finalmente vai usar tudo que aprendeu.
Não ouse morrer em meio ao furacão, tem mais vida lá fora e depois da guerra nascerão flores nos escombros.
Só que pra isso, é preciso concluir, é preciso enfrentar, é preciso se permitir sentir a dor do fim.
Um novo tempo. Mudanças acorrem quando menos esperamos, mas nossa essência nunca morre! Depois de um tempo de descanso, o blog está sendo reativado. Por enquanto com mudanças sutis, mas daqui há pouco, coisas maiores e melhores virão.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Reprovação
As notas da prova que tanto esperávamos chegou!
Eis minha decepção: 5,5 (que vergonha).
Isto é inadmissível!
Tragam os lenços, chorarei até desidratar!
Tragam os livros, estudarei até que o sono me vença!
Tragam as broncas e o castigo.
Oh, isso é terrível. Como que eu vou sobreviver a essa nota?
Hey... espera... não está doendo. Não me sinto a criatura mais burra do Universo!
Não estou com vergonha. Não há lágrimas. Não há culpa.
Acho que finalmente aprendi que não preciso ser exemplo de perfeição o tempo todo.
Que frio na barriga é esse? Sensação de adrenalina me dizendo que terei de fazer um pouco mais.
Um desafio, finalmente! Um desafio.
Vemos que estamos mudando, quando não respondemos da mesma forma as questões anteriores.
Percebo minhas falhas e elas não me abalam como antes. Saboreio meus erros como quem se entrega aos encantos do chocolate. Como é satisfatório tirar 5,5 quando lembrei que meus colegas passaram semanas lendo textos e noites inteiras estudando para tirar 8, enquanto eu não dediquei-me 1 dia sequer.
Sinto-me privilegiada pela alegria de tirar a nota que mereci. Admiro a professora que não se rendeu ao tom poético de minhas enrolações, mas com justiça elogiou a colega que com simples palavras, quase que vazias - assim consideradas por mim - demonstrou que valeu a pena seu tempo investido na disciplina em questão.
Esse sorriso bobo de criança que aprende algo novo não sai de meu rosto.
Aprendi.
Vivi o que tanto falei.
Senti na pele a emoção de um fracasso. Como é bom sentir isso. Como é bom me permitir errar.
Sem culpa, sem peso, sem vergonhas absurdas. Estou sendo uma acadêmica de verdade. Estou sendo um ser humano normal, que erra, que falha, que fracassa...
Senti o que tanto desejava! Aquela nota monótona parou de me perseguir.
O orgulhoso 10 parou de alimentar meu ego.
As notas razoáveis entre 7 e 9 pararam que fortalecer a maldita acomodação.
O 5 ousou incomodar-me. Querido 5, amado e precioso 5, trampolim que me tira da zona de conforto e me leva ao confronto com meu self intelectual preguiçoso e me mostra que o mundo fora do meu aquário é interessante.
Ah o sentimento bom de ter errado e aprender com isso. Como é bom me dar o direito de errar, sem o peso da acusação do meu superego punitivo.
Essa motivação borbulhante me impulsiona a fazer mais, a surpreender, mostrar pra mim mesma que ainda há 5 degraus me esperando. Uma nota ruim, nada mais é que a oportunidade de me superar.
Concluo que desbravar o cenário do 5, não me torna medíocre ou inferior aos meus parâmetros pessoais, apenas me coloca no jogo, em um nível novo dessa fez.
É tempo de competir.
Eis minha decepção: 5,5 (que vergonha).
Isto é inadmissível!
Tragam os lenços, chorarei até desidratar!
Tragam os livros, estudarei até que o sono me vença!
Tragam as broncas e o castigo.
Oh, isso é terrível. Como que eu vou sobreviver a essa nota?
Hey... espera... não está doendo. Não me sinto a criatura mais burra do Universo!
Não estou com vergonha. Não há lágrimas. Não há culpa.
Acho que finalmente aprendi que não preciso ser exemplo de perfeição o tempo todo.
Que frio na barriga é esse? Sensação de adrenalina me dizendo que terei de fazer um pouco mais.
Um desafio, finalmente! Um desafio.
Vemos que estamos mudando, quando não respondemos da mesma forma as questões anteriores.
Percebo minhas falhas e elas não me abalam como antes. Saboreio meus erros como quem se entrega aos encantos do chocolate. Como é satisfatório tirar 5,5 quando lembrei que meus colegas passaram semanas lendo textos e noites inteiras estudando para tirar 8, enquanto eu não dediquei-me 1 dia sequer.
Sinto-me privilegiada pela alegria de tirar a nota que mereci. Admiro a professora que não se rendeu ao tom poético de minhas enrolações, mas com justiça elogiou a colega que com simples palavras, quase que vazias - assim consideradas por mim - demonstrou que valeu a pena seu tempo investido na disciplina em questão.
Esse sorriso bobo de criança que aprende algo novo não sai de meu rosto.
Aprendi.
Vivi o que tanto falei.
Senti na pele a emoção de um fracasso. Como é bom sentir isso. Como é bom me permitir errar.
Sem culpa, sem peso, sem vergonhas absurdas. Estou sendo uma acadêmica de verdade. Estou sendo um ser humano normal, que erra, que falha, que fracassa...
Senti o que tanto desejava! Aquela nota monótona parou de me perseguir.
O orgulhoso 10 parou de alimentar meu ego.
As notas razoáveis entre 7 e 9 pararam que fortalecer a maldita acomodação.
O 5 ousou incomodar-me. Querido 5, amado e precioso 5, trampolim que me tira da zona de conforto e me leva ao confronto com meu self intelectual preguiçoso e me mostra que o mundo fora do meu aquário é interessante.
Ah o sentimento bom de ter errado e aprender com isso. Como é bom me dar o direito de errar, sem o peso da acusação do meu superego punitivo.
Essa motivação borbulhante me impulsiona a fazer mais, a surpreender, mostrar pra mim mesma que ainda há 5 degraus me esperando. Uma nota ruim, nada mais é que a oportunidade de me superar.
Concluo que desbravar o cenário do 5, não me torna medíocre ou inferior aos meus parâmetros pessoais, apenas me coloca no jogo, em um nível novo dessa fez.
É tempo de competir.
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Paradoxo no Palco
Mais uma vez me pego pensando no sentido da vida. Por que existimos? Por que estamos aqui?
Será que não dava para pular logo para a parte em que vou pro céu curtir um som com os anjos e ficar uns 5000 anos - só pra começar - no colo do Papai.
Não que as coisas por aqui estejam muito ruins, até que está tudo sob controle.
Rotina faz parte, mas quebrá-la faz arte.
Sabe quando há uma necessidade quase faminta por algo mais?
O mundo lá fora é desesperador, as catástrofes perseguem a humanidade e no fim das contas continuamos caminhando rumo ao fim. E só pra não entrar em colapso diante das crises mundiais (que nos afetam como especie), nos perdemos em meio a crises existenciais (que nos afetam como indivíduos). Oscilando entre as pulsões de vida e de morte, esse pequeno sopro que é o homem, anseia por voar, por deixar sua marca na história, para que não seja rapidamente apagado e perdido no tempo-espaço.
E aí está o paradoxo. Somos tão grandes. Somos tão pequenos.
O que nos resta?
Já dizia Sarte que "O homem não é nada mais do que aquilo que faz a si próprio."
Então para ser, temos que fazer.
Faça uma mudança hoje, por que só falar não adianta. Você nunca irá começar uma revolução no seu sono!
Faz a vida valer a pena.
Dá sentindo pro teu mundo.
Seja feliz por dentro e que seu sorriso não dependa dos outros.
Faça o que você gosta, mesmo não fazendo muito bem.
A prática leva a perfeição e o prazer aperfeiçoa a atividade.
Você pode impactar o mundo, pelo menos o mundo ao teu redor. Tem tanta gente precisando do teu brilho pra entender que ser simples é o segredo.
Será que não dava para pular logo para a parte em que vou pro céu curtir um som com os anjos e ficar uns 5000 anos - só pra começar - no colo do Papai.
Não que as coisas por aqui estejam muito ruins, até que está tudo sob controle.
Rotina faz parte, mas quebrá-la faz arte.
Sabe quando há uma necessidade quase faminta por algo mais?
O mundo lá fora é desesperador, as catástrofes perseguem a humanidade e no fim das contas continuamos caminhando rumo ao fim. E só pra não entrar em colapso diante das crises mundiais (que nos afetam como especie), nos perdemos em meio a crises existenciais (que nos afetam como indivíduos). Oscilando entre as pulsões de vida e de morte, esse pequeno sopro que é o homem, anseia por voar, por deixar sua marca na história, para que não seja rapidamente apagado e perdido no tempo-espaço.
E aí está o paradoxo. Somos tão grandes. Somos tão pequenos.
O que nos resta?
Já dizia Sarte que "O homem não é nada mais do que aquilo que faz a si próprio."
Então para ser, temos que fazer.
Faça uma mudança hoje, por que só falar não adianta. Você nunca irá começar uma revolução no seu sono!
Faz a vida valer a pena.
Dá sentindo pro teu mundo.
Seja feliz por dentro e que seu sorriso não dependa dos outros.
Faça o que você gosta, mesmo não fazendo muito bem.
A prática leva a perfeição e o prazer aperfeiçoa a atividade.
Você pode impactar o mundo, pelo menos o mundo ao teu redor. Tem tanta gente precisando do teu brilho pra entender que ser simples é o segredo.
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Self do passado

Sabe o dia em que a vontade de abandonar tudo e todos e voltar para sua zona de conforto pessoal e emocional é tangente a emoção da quase-realização? Sim, todos passam por isso.
Hoje meu córtex cerebral frontal resolveu amplificar sua carência. [Neurociência]
Ao menos uma vez todos passam por isso. Nunca fui mimado. Nunca tive o que quis na hora em que exigi. Muito cedo precisei sair do espaço que considerava seguro e começar a escalar as montanhas gélidas e íngremes da existência.
Poucas pessoas vêem ou presenciam o que realmente passo.
Poucos viram a tristeza remodulando minha face.
Sorrisos, sempre dispenso sorrisos a quem quer que seja.
*Em primeiro lugar isso se tornou um princípio organizador pessoal de meu processo de vida. É a maneira que encontrei de externar a resiliência que adquiri ao longo dos choques catastróficos do passado/presente.
*Em segundo lugar, sinto uma excessiva penalização em deixar as pessoas constrangidas e incomodadas diante de alguma conversa ou alguma expressão corporal quando estão comigo (teria motivos suficientes para constranger alguém milhares de vezes no dia).
Não que seja alguém que ostente ou sobressaia os outros, mas sim por quê tenho uma infeliz e ótima percepção auditiva e visual. Gero uma absorção assimilada rápida de qualquer informação, tenho facilidade de me situar em qualquer momento-espaço sem deslocar ou ficar confuso diante desse novo "momento".
*Em terceiro e mais importante em termos de intensidade, sinto-me estar em uma dimensão paralela desse mundo. Talvez quase adentrando Nárnia (risos).
Cada dia que passa, cada disciplina que elimino, cada nova informação aprendida, reconhecida ou ensinada, percebo o peso físico da mesma em minha mente.
A desvalorização da complexidade da Psicologia em termos de aplicação e observação nas situações "simples" do senso comum, para nós futuros Psicólogos é abominável. Não que somos pessoas que complicam tudo, e sim por quê para nós, tudo e todos são aptos a merecerem uma análise e até mesmo serem protegidos por nós.
Anda complicado até para reflexões e textos novos serem produzidos com uma essência pessoal sincera e genuína. A responsabilidade acerca de reconhecer a "vida do Self" como a única companheira tem me deixado com níveis astronômicos de fadiga emocional. A exigência de ter abordagens e argumentos plausíveis com a verdadeira "Verdade" incomoda. É uma responsabilidade titanizada. [Titanizado]
Percebi que nesses 24 invernos de existência, eu nunca soube nada além do que todos já sabem, ou podem descobrir também. Claro que em alguns aspectos todo ser humano sobresai-se acerca do próximo.
Parei e notei que as coisas continuam na mesma situação. Hilário não é?!
Sempre vai continuar a mesma coisa. Nunca seremos o número 1 no mundo. Sempre terá aquela FDP que nos deixa no chinelo literalmente. É até engraçado circunstâncias assim. Sempre terá um na sua frente.
Porém, ontem na vinda da Universidade para minha casa, mais um curto insight surge como um raio em minha mente.
Preciso ser o 1º para mim mesmo.
Os "recordes" precisam serem disputados com meu próprio "eu".
A corrida dever ser executada entre meus próprios conceitos e filosofias.
Eu sou o único e o maior concorrente de mim mesmo. Senti alívio com isso. Me senti capaz de concorrer comigo mesmo. Minha crise de hoje, essa falta de estar em uma zona de conforto pessoal é saudade. Saudade do Júlio que não possuia essa capacidade de discernimento acerca do mundo e da vida. Saudade da simplicidade exagerada na qual vivia há uns 8 anos atrás. Claro que não quero jamais voltar a ser o que era. Nossa vida é um processo de aprendizado, acúmulos e descobertas. Amo essa amplificador de capacidades que cada um possui subjetivamente. Mas...
Hoje meu córtex cerebral frontal resolveu amplificar sua carência. [Neurociência]
Ao menos uma vez todos passam por isso. Nunca fui mimado. Nunca tive o que quis na hora em que exigi. Muito cedo precisei sair do espaço que considerava seguro e começar a escalar as montanhas gélidas e íngremes da existência.
Poucas pessoas vêem ou presenciam o que realmente passo.
Poucos viram a tristeza remodulando minha face.
Sorrisos, sempre dispenso sorrisos a quem quer que seja.
*Em primeiro lugar isso se tornou um princípio organizador pessoal de meu processo de vida. É a maneira que encontrei de externar a resiliência que adquiri ao longo dos choques catastróficos do passado/presente.
*Em segundo lugar, sinto uma excessiva penalização em deixar as pessoas constrangidas e incomodadas diante de alguma conversa ou alguma expressão corporal quando estão comigo (teria motivos suficientes para constranger alguém milhares de vezes no dia).
Não que seja alguém que ostente ou sobressaia os outros, mas sim por quê tenho uma infeliz e ótima percepção auditiva e visual. Gero uma absorção assimilada rápida de qualquer informação, tenho facilidade de me situar em qualquer momento-espaço sem deslocar ou ficar confuso diante desse novo "momento".
*Em terceiro e mais importante em termos de intensidade, sinto-me estar em uma dimensão paralela desse mundo. Talvez quase adentrando Nárnia (risos).
Cada dia que passa, cada disciplina que elimino, cada nova informação aprendida, reconhecida ou ensinada, percebo o peso físico da mesma em minha mente.
A desvalorização da complexidade da Psicologia em termos de aplicação e observação nas situações "simples" do senso comum, para nós futuros Psicólogos é abominável. Não que somos pessoas que complicam tudo, e sim por quê para nós, tudo e todos são aptos a merecerem uma análise e até mesmo serem protegidos por nós.
Anda complicado até para reflexões e textos novos serem produzidos com uma essência pessoal sincera e genuína. A responsabilidade acerca de reconhecer a "vida do Self" como a única companheira tem me deixado com níveis astronômicos de fadiga emocional. A exigência de ter abordagens e argumentos plausíveis com a verdadeira "Verdade" incomoda. É uma responsabilidade titanizada. [Titanizado]
Percebi que nesses 24 invernos de existência, eu nunca soube nada além do que todos já sabem, ou podem descobrir também. Claro que em alguns aspectos todo ser humano sobresai-se acerca do próximo.
Parei e notei que as coisas continuam na mesma situação. Hilário não é?!
Sempre vai continuar a mesma coisa. Nunca seremos o número 1 no mundo. Sempre terá aquela FDP que nos deixa no chinelo literalmente. É até engraçado circunstâncias assim. Sempre terá um na sua frente.
Porém, ontem na vinda da Universidade para minha casa, mais um curto insight surge como um raio em minha mente.
Preciso ser o 1º para mim mesmo.
Os "recordes" precisam serem disputados com meu próprio "eu".
A corrida dever ser executada entre meus próprios conceitos e filosofias.
Eu sou o único e o maior concorrente de mim mesmo. Senti alívio com isso. Me senti capaz de concorrer comigo mesmo. Minha crise de hoje, essa falta de estar em uma zona de conforto pessoal é saudade. Saudade do Júlio que não possuia essa capacidade de discernimento acerca do mundo e da vida. Saudade da simplicidade exagerada na qual vivia há uns 8 anos atrás. Claro que não quero jamais voltar a ser o que era. Nossa vida é um processo de aprendizado, acúmulos e descobertas. Amo essa amplificador de capacidades que cada um possui subjetivamente. Mas...
Tenho saudade, somente isso, saudade do meu Self inocente e pouco inteligente do passado.
Self do passado
Self do passado
J.Gonçalves, 05 de Junho de 2013 (Nem tudo o que parece estar indo bem, têm realmente concretado a veracidade em seu "eu" de estar bem mesmo)
Local: Balneário Camboriú - SC
Balneário Camboriú - SC
sexta-feira, 24 de maio de 2013
O bom que te separa do melhor
Há algum tempo essa frase não sai da minha cabeça: "Vou trocar o bom pelo melhor!"
Quantas e quantas vezes, nos conformamos com aquilo que não está 'tão ruim assim'? Aí depois, a consequência é ir vivendo na mediocridade. E como segundo as leis de Murphy, a tendencia é sempre piorar, cada dia a coisa desanda mais.
Quando você se der conta, já vai estar tão mal, mas tão mal - ainda achando que está bem - que terá medo de mudar. Ou seja, perca total!!
A boa notícia é que jamais será tarde demais, pois nosso psiquismo tem uma habilidade nata incrível, chamada plasticidade. Não somos imóveis, estáticos, congelados no tempo. A menos que nos permitamos ser assim.
Situações ruins devem ser trampolins, não areia movediça.
Por favor, não se acomode! Mude! Mude! Mude! Mesmo que pareça difícil, mude!
Troque o que parece bom, pelo que será melhor...
Já nascemos sendo bons, mas ser melhor depende apenas do esforço pessoal de cada individuo. Se destaca aquele que faz mais. E por mais que doa o coração se deparar com essa dura realidade, se destaca aquele que sabe renunciar certos prazeres momentâneos.
Não, não estou sendo a velha religiosa que diz que a vida deve ser dedicada ao que você não gosta para morar no céu. Já acreditei nessa teoria, até que descobri que isso é um absurdo. Porém isso é assunto pra outro dia.
Quero contar uma experiência minha, mas primeiro um pouquinho de psicologia, só pra contextualizar melhor:
Cada vez que obtemos uma vitória, vivemos um avanço no desenvolvimento, conquistamos, crescemos, evoluímos... Consumimos muita energia (física e psíquica), então é natural regredir um pouco. Regredir, é como dar uns passos pra trás, ter uma atitude mais imatura, mais infantil.
Se você pensar bem, encontrará exemplos em sua vida. Eu vou aproveitar e introduzir minha história por aqui mesmo, como exemplo.
Esse ano tem sido bem diferente pra mim, tenho vivido coisas novas e tenho me deparado com responsabilidades da vida adulta que até então, eram desconhecidas pra mim. Por ser filha única e confesso que muuuuuito mimada, tenho imensa dificuldade em "andar com minhas próprias pernas". No terreno psicológico, para o qual sempre fui muito voltada, faço descobertas constantes. Mas na vida real é outro caso. Sou bagunçada demais! Me perco com minhas atividades, estou sempre atrasada para meus compromissos ou acabo faltando-os com frequência, mal consigo arrumar meu quarto e estudar é um desafio e tanto. Fui presenteada por Deus com um cérebro dotado de inteligência, raciocínio rápido e um alto nível de habilidades verbais, então sempre estava a frente dos meus colegas na escola. Isso acabou gerando em mim o péssimo hábito de nunca/jamais/em hipótese alguma, "perder tempo" estudando.
Na faculdade não é diferente, contudo, agora vejo os maus resultados desse hábito. Tenho tantas coisas para ler, que não serão comentadas na sala de aula e nunca consigo estar em dia com as leituras, pois estou na posição regressiva. Troco meu tempo a ser investido nos estudos, por TV, internet, comer, dormir... Quando me dou conta já é véspera da prova e nada. Eis a regressão, após uma evolução importante.
Falta de administração do tempo, como criança que precisa estar o tempo todo sendo vigiada para cumprir suas tarefas. Isso me incomoda muito.
Então... Vamos voltar a falar de renuncia. Em alguns momentos, será preciso abrir mão do que é bom no momento atual, para conquistar o que será melhor no futuro. Em alguns momentos será preciso deixar de lado o que nos fará bem agora, pois não será bom depois. Esses paradoxos são muito difíceis de assimilar com insigths afetivos, que são os que te fazem agir. Com os intelectuais é mais tranquilo, talvez lendo isso você já tenha um, você só entende e pronto, mas nada muda.
Essa troca do que é bom pelo que será melhor, jamais será aceita pelos adeptos ao CARPE DIEN*, contudo não vamos esquecer que é importante se preocupar com o futuro. Afinal, é lá que passaremos o resto de nossas vidas.
Vamos desenvolver aquele tipo de inteligencia que admite que não adianta muito ser regido pelo Principio de Prazer o tempo todo; e tomar umas boas doses do tal Principio de Realidade.
Encontremos pois, o equilíbrio! Equilíbrio este, que nos reveste de força e estrutura para o futuro. Sem perder a alegria de saber que você vive, e isso já é muito. Sem esquecer que se divertir é importante, porém construir suas pontes é essencial.
Confia em mim, um dia você vai me agradecer por essas palavras.
*Termo francês que significa Aproveite o Dia. Se refere ao movimento do "Viva o hoje, sem se importar com o amanhã".
Atenciosamente
Anielly G.
Quantas e quantas vezes, nos conformamos com aquilo que não está 'tão ruim assim'? Aí depois, a consequência é ir vivendo na mediocridade. E como segundo as leis de Murphy, a tendencia é sempre piorar, cada dia a coisa desanda mais.
Quando você se der conta, já vai estar tão mal, mas tão mal - ainda achando que está bem - que terá medo de mudar. Ou seja, perca total!!
A boa notícia é que jamais será tarde demais, pois nosso psiquismo tem uma habilidade nata incrível, chamada plasticidade. Não somos imóveis, estáticos, congelados no tempo. A menos que nos permitamos ser assim.
Situações ruins devem ser trampolins, não areia movediça.
Por favor, não se acomode! Mude! Mude! Mude! Mesmo que pareça difícil, mude!
Troque o que parece bom, pelo que será melhor...
Já nascemos sendo bons, mas ser melhor depende apenas do esforço pessoal de cada individuo. Se destaca aquele que faz mais. E por mais que doa o coração se deparar com essa dura realidade, se destaca aquele que sabe renunciar certos prazeres momentâneos.
Não, não estou sendo a velha religiosa que diz que a vida deve ser dedicada ao que você não gosta para morar no céu. Já acreditei nessa teoria, até que descobri que isso é um absurdo. Porém isso é assunto pra outro dia.
Quero contar uma experiência minha, mas primeiro um pouquinho de psicologia, só pra contextualizar melhor:
Cada vez que obtemos uma vitória, vivemos um avanço no desenvolvimento, conquistamos, crescemos, evoluímos... Consumimos muita energia (física e psíquica), então é natural regredir um pouco. Regredir, é como dar uns passos pra trás, ter uma atitude mais imatura, mais infantil.
Se você pensar bem, encontrará exemplos em sua vida. Eu vou aproveitar e introduzir minha história por aqui mesmo, como exemplo.
Esse ano tem sido bem diferente pra mim, tenho vivido coisas novas e tenho me deparado com responsabilidades da vida adulta que até então, eram desconhecidas pra mim. Por ser filha única e confesso que muuuuuito mimada, tenho imensa dificuldade em "andar com minhas próprias pernas". No terreno psicológico, para o qual sempre fui muito voltada, faço descobertas constantes. Mas na vida real é outro caso. Sou bagunçada demais! Me perco com minhas atividades, estou sempre atrasada para meus compromissos ou acabo faltando-os com frequência, mal consigo arrumar meu quarto e estudar é um desafio e tanto. Fui presenteada por Deus com um cérebro dotado de inteligência, raciocínio rápido e um alto nível de habilidades verbais, então sempre estava a frente dos meus colegas na escola. Isso acabou gerando em mim o péssimo hábito de nunca/jamais/em hipótese alguma, "perder tempo" estudando.
Na faculdade não é diferente, contudo, agora vejo os maus resultados desse hábito. Tenho tantas coisas para ler, que não serão comentadas na sala de aula e nunca consigo estar em dia com as leituras, pois estou na posição regressiva. Troco meu tempo a ser investido nos estudos, por TV, internet, comer, dormir... Quando me dou conta já é véspera da prova e nada. Eis a regressão, após uma evolução importante.
Falta de administração do tempo, como criança que precisa estar o tempo todo sendo vigiada para cumprir suas tarefas. Isso me incomoda muito.
Então... Vamos voltar a falar de renuncia. Em alguns momentos, será preciso abrir mão do que é bom no momento atual, para conquistar o que será melhor no futuro. Em alguns momentos será preciso deixar de lado o que nos fará bem agora, pois não será bom depois. Esses paradoxos são muito difíceis de assimilar com insigths afetivos, que são os que te fazem agir. Com os intelectuais é mais tranquilo, talvez lendo isso você já tenha um, você só entende e pronto, mas nada muda.
Essa troca do que é bom pelo que será melhor, jamais será aceita pelos adeptos ao CARPE DIEN*, contudo não vamos esquecer que é importante se preocupar com o futuro. Afinal, é lá que passaremos o resto de nossas vidas.
Vamos desenvolver aquele tipo de inteligencia que admite que não adianta muito ser regido pelo Principio de Prazer o tempo todo; e tomar umas boas doses do tal Principio de Realidade.
Encontremos pois, o equilíbrio! Equilíbrio este, que nos reveste de força e estrutura para o futuro. Sem perder a alegria de saber que você vive, e isso já é muito. Sem esquecer que se divertir é importante, porém construir suas pontes é essencial.
Confia em mim, um dia você vai me agradecer por essas palavras.
*Termo francês que significa Aproveite o Dia. Se refere ao movimento do "Viva o hoje, sem se importar com o amanhã".
Atenciosamente
Anielly G.
quarta-feira, 22 de maio de 2013
O Alívio de ser Culpado
Com o peso da responsabilidade de ser absolutamente certa em cada atitude, em cada pensamento, em cada palavra... Chega uma hora que de tanto suportar esse fardo, a gente desmorona.
Eu não sei qual é o jeito certo de fazer as coisas.
Ainda morro de medo de estar fazendo tudo errado.
Mas tenho medo também que seguir o que todo mundo diz que é certo e também ser só mais uma errada. Será que não é mais interessante um erro diferente então? Contudo, essas filosofias também me confundem.
Ontem ouvi uma menina falar que se eu fosse perfeita, não seria um ser humano que habita na terra, já estaria no céu. Arrogância minha falar que preferia estar lá?
Ah... como dói quebrar o orgulho... E perceber que eu não sou perfeita.
Ontem pedi conselhos sobre a vida pra uma pessoa que me gastei de tanto aconselhar há alguns anos.
Ontem falei que temos que assumir nossas culpas e não jogá-las sobre os outros, assumir as consequências dos nossos atos, e, mesmo desejando com intensidade, não ser como Homer Simpson que fala: "A culpa é minha e eu coloco ela em quem eu quiser!"
...Só admitir, eu errei, eu falhei, vou assumir os riscos disso.
Me perguntaram quem era essa e o que tinha feito com a Anny.
A gente se surpreende com essas mudanças que chegam de repente e tiram tudo do lugar. Mas minha psicologa me ensinou que pra uma boa faxina, temos que arrastar os móveis.
Então vamos lá, rumo ao desconhecido. Torcendo pra que dê certo, e se não der... A gente volta e faz de novo.
AniellyGomes.
Eu não sei qual é o jeito certo de fazer as coisas.
Ainda morro de medo de estar fazendo tudo errado.
Mas tenho medo também que seguir o que todo mundo diz que é certo e também ser só mais uma errada. Será que não é mais interessante um erro diferente então? Contudo, essas filosofias também me confundem.
Ontem ouvi uma menina falar que se eu fosse perfeita, não seria um ser humano que habita na terra, já estaria no céu. Arrogância minha falar que preferia estar lá?
Ah... como dói quebrar o orgulho... E perceber que eu não sou perfeita.
Ontem pedi conselhos sobre a vida pra uma pessoa que me gastei de tanto aconselhar há alguns anos.
Ontem falei que temos que assumir nossas culpas e não jogá-las sobre os outros, assumir as consequências dos nossos atos, e, mesmo desejando com intensidade, não ser como Homer Simpson que fala: "A culpa é minha e eu coloco ela em quem eu quiser!"
...Só admitir, eu errei, eu falhei, vou assumir os riscos disso.
Me perguntaram quem era essa e o que tinha feito com a Anny.
A gente se surpreende com essas mudanças que chegam de repente e tiram tudo do lugar. Mas minha psicologa me ensinou que pra uma boa faxina, temos que arrastar os móveis.
Então vamos lá, rumo ao desconhecido. Torcendo pra que dê certo, e se não der... A gente volta e faz de novo.
AniellyGomes.
Essa história de padrões eu não engulo
"As vezes o caminho menos percorrido, é a única escolha lógica"
Sempre será assim. O caminho menos percorrido é o mais emocionante. É na maioria das vezes o mais correto e plausível. É raro hoje em dia vermos pessoas com a disposição de fazer os momentos serem diferentes. De tomarem escolhas diferentes. Cada dia que passa, o fluxo de zumbis cresce.
- Eu fiz isso porque você fez. Pensei que você estivesse certo, por isso fiz também. Fui junto por que vi você indo, esse não é o caminho certo?
Há uma infinidade de frases e perguntas como essas. Todos os dias escuto essa ladainha.
Estão extinguindo-se aqueles que tomam frente e postura diante das situações.
É melhor o "prato pronto" sabe?! É cômodo ter a solução, mesmo que seja copiada.
Todos correm contra o tempo, contra algo que nem sabem o por que e para onde estão correndo. Correm por que outros correm, fazer diferente disso é não estar no fluxo, não estar no fluxo é ser diferente, ser diferente é errado diante da sociedade, estar errado perante a sociedade é estar contra ela, estar contra a sociedade é motivo de ser excluído da mesma.
E assim segue o mundo regido por essas filosofias baratas, ostentadoras e infames. Esquecem-se da grandiosidade da palavra subjetividade, capacidade de escolha, de ver o mundo de seu ponto de vista e lugar. Todos estão se tornando mentirosos. O importante não é mais o que você realmente vê, e sim o que os outros precisam ouvir sobre o que você vê.
É triste ver isso. É triste não ver atitudes e opiniões próprias, é triste ver zumbis, robôs, protótipos de seres humanos. Está difícil manter relações interpessoais com pessoas "comuns". Ninguém gosta de ouvir novidades ou situações diferentes. Seus ouvidos acostumaram a ouvir mentiras. Eles estão viciados na cocaína do fluxo comum. Seguem entorpecidos pela direção pré estabelecida por alguém que ao menos sabe para onde vai.
E nós... Nós ai estamos. Como se estivesse embaixo de uma queda d'agua de 200 metros, suportando toda pressão do inusitado. Estamos no grito a grito, peito a peito suportando essa massa social sem fermento. E diante das possibilidades, induzindo a verdade nessas mentes as vezes não tão sábias. E vocês escolhem o que? Ser que nem seus vizinhos, colegas e amigos? Ou serem motivo de orgulho para vocês mesmos, diante da escolha de serem o que realmente querem ser e são?
J. Gonçalves, 22 de Maio de 2013.
Local: Balneário Camboriú - SC
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